IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) é o termo técnico/regulatório para o princípio ativo quando recebido como matéria-prima para manipulação. Equivalente ao API (Active Pharmaceutical Ingredient).
Características regulatórias do IFA:
- Cadastro Anvisa — IFAs comuns têm registro/cadastro obrigatório
- COA (Certificado de Análise) — emitido pelo fornecedor para cada lote
- DCB ou DCI — Denominação Comum Brasileira ou Internacional
- Origem rastreada — fornecedor qualificado pela farmácia
- Padronização conforme farmacopeia (Farmacopeia Brasileira, USP, etc.)
COA mínimo deve conter:
- Nome do IFA, lote, data de fabricação, validade
- Pureza analítica (HPLC, UV)
- Identidade (espectro, ponto de fusão)
- Impurezas conhecidas
- Solventes residuais
- Microbiologia (quando aplicável)
- Assinatura do responsável técnico do fornecedor
Cadeia de custódia do IFA na farmácia magistral:
- Recebimento → conferência COA → NIR + NFC para identificação
- Quarentena até liberação RT
- Estoque com ambiente controlado
- Pesagem com hash-chain
- Manipulação
- Descarte do excedente conforme protocolo (controlados: lacre + livro)
Pré-AFE, a Farmanipulação está construindo a base de fornecedores qualificados antes do início das operações — com NIR para identificação independente do COA, redundância proposital.