Pular para o conteúdo
FarmanipulaçãoFarmanipulação

Processo · 10 passos

Receita à cápsula. 10 passos auditáveis.

Cada passo é gravado em audit log com timestamp, responsável e hash SHA-256 encadeado. Você pode auditar tudo de fora — não é fé, é matemática.

Ilustração técnica do processo de manipulação automatizada

Pré-AFE — descrição operacional

Este é o processo planejado para quando abrirmos. Hoje (pré-CNPJ, pré-AFE) o ERP Magistral 4.0 implementa todas as camadas técnicas, mas não há dispensação real até a AFE Anvisa sair. Cada item abaixo já tem código rodando em ambiente de desenvolvimento.

Os 10 passos

Detalhe técnico + tradução leiga.

  1. Passo01

    Receita chega

    Pós-AFE, três caminhos: digital pelo portal prescritor (Memed/Nexodata integration), foto/PDF da receita física com OCR Anthropic Vision, ou direto via WhatsApp/email. Pré-AFE, apenas demonstração no sandbox.

    É como receber um pedido — só que com farmacêutico no meio, não atendente.

    CFF Resolução 357/2001

  2. Passo02

    Validação 4-camadas

    O ERP cruza fórmula contra: (1) Boas Práticas RDC 67/2007, (2) interações conhecidas via RAG farmacotécnico, (3) dose máxima por via/idade/peso, (4) estabilidade pós-manipulação. Cada camada gera score; abaixo do threshold, escala para RT humano.

    Quatro auditorias automáticas antes do remédio começar a ser feito.

    RDC 67/2007 + Farmacopeia BR 6ª ed.

  3. Passo03

    Aprovação RT

    O farmacêutico responsável revisa a fórmula. Cada decisão (aprovar / pedir substituição / consultar prescritor) é gravada com timestamp e hash em audit log XState v5 imutável.

    Uma pessoa farmacêutica vê tudo antes de qualquer coisa começar.

    Lei 13.021/2014 art. 5º

  4. Passo04

    Geração da Ordem de Produção

    State machine XState v5 cria a OP imutável: lote pai, fórmula, posologia, prazo, responsáveis. Toda transição de estado (Recebida → Validada → EmProdução → ...) é gravada em audit log encadeado.

    Geramos a "ficha de trabalho" — só que ela não pode ser editada depois, só estendida.

  5. Passo05

    Picking de lotes (FIFO/FEFO)

    Sistema escolhe lotes de IFA priorizando vencimento mais próximo (FEFO). Operador NÃO escolhe. Operador confirma escaneando NFC do recipiente — sistema verifica se é o lote correto antes de prosseguir.

    Quem escolhe qual frasco usar é o software, não a memória do técnico.

    RDC 67 §16 + RDC 17/2010

  6. Passo06

    Identificação NIR + NFC dual

    NIR (espectroscopia infravermelho próximo) lê a "impressão digital química" da matéria-prima sem abrir o frasco. NFC tag confirma identidade declarada. Discrepância NIR vs NFC → bloqueio + escalada RT. Material não passa por dúvida.

    Dois jeitos diferentes de confirmar que é mesmo o ingrediente certo, antes de usar.

    Farmacopeia BR + USP <1119>

  7. Passo07

    Pesagem hash-chain

    Balança analítica conectada via RS232 → ERP. Cada pesagem é registrada com SHA-256 do conjunto (peso + lote + timestamp + operador + hash anterior). Interlock impede prosseguir sem confirmação. Auditoria immutable verificável de fora — paciente pode baixar audit log e re-hashear.

    Cada vez que algo é pesado, geramos uma "assinatura matemática" que não pode ser alterada depois.

    RDC 67 §22 + ISO 17025

  8. Passo08

    Manipulação

    Sala limpa classe ISO conforme tipo de produto. Sensores ambientais 24/7 (temperatura, umidade, pressão diferencial) gravando em TimescaleDB. Excursão fora da faixa → alerta + pausa automática.

    Ambiente controlado o tempo todo. Se algo sair do padrão, o sistema interrompe sozinho.

    RDC 67 §21 + ABNT NBR ISO 14644

  9. Passo09

    Controle de Qualidade + laudo

    Análise pós-manipulação conforme PCQM (Programa de Controle de Qualidade Magistral). Laudo com hash do lote, assinatura digital do RT, link para audit log completo. Não-conformidade bloqueia dispensação automaticamente.

    Antes de sair, uma análise final. Se algo está fora do padrão, o pacote nem sai do laboratório.

    RDC 67 PCQM + Farmacopeia BR cap. específicos

  10. Passo10

    Dispensação

    NF-e emitida automaticamente, SNGPC transmitido (se controlado), QR-code no rótulo apontando para selo de qualidade live (`/selo/lote/[id]`) com toda a cadeia auditável. Entrega via parceiro logístico com rastreio.

    Você recebe o medicamento. E pode escanear o QR-code para ver toda a história de como ele foi feito.

    Portaria 344/98 (controlados) + RDC 16/2014

Por que tudo isso?

Erro magistral mata. Hash-chain, interlock balança e NIR não existem para impressionar investidor — existem para que farmacêutico humano não precise lembrar de tudo, e para que paciente possa auditar de fora se algo deu errado. Tecnologia como redundância de atenção, não substituto.

Veja a transparência live (em construção)

Quando abrirmos, cada lote vai ter QR-code apontando para audit log público. Hoje, conheça os diferenciais técnicos.