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Pediátrico

Probióticos pediátricos

Cepas vivas de bactérias benéficas (Lactobacillus, Bifidobacterium) em formulação pediátrica. Manipulação permite associação de cepas e dose adequada por idade.

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Conteúdo educacional

A indicação clínica, dose e forma de uso devem ser definidas pelo(a) seu/sua médico(a). Esta página descreve o ativo em geral — não é prescrição.

Para o pai e mãe

Probióticos são bactérias "do bem" — as mesmas que vivem normalmente no intestino e ajudam a digestão, a imunidade e até a saúde da pele. Em crianças, a manipulação magistral permite formulações em pó (sachês) ou cápsulas pequenas, com cepas e doses adequadas por faixa etária.

São especialmente úteis em:

  • Diarreia aguda (acelera recuperação em alguns casos)
  • Cólica do lactente (em prematuros e RN, sob orientação)
  • Diarreia associada a antibiótico
  • Atopia/dermatite atópica (evidência em construção)

Probióticos são geralmente seguros, mas em crianças com imunossupressão grave, pré-termo extremo ou após cirurgia recente, é necessário acompanhamento médico antes do uso.

A escolha de cepa, dose e duração é decisão do(a) pediatra.

Para o prescritor

Cepas pediátricas mais usadas (com evidência):

  • Lactobacillus rhamnosus GG (LGG) — diarreia aguda, AAD
  • Saccharomyces boulardii — AAD, diarreia por C. difficile em adulto (cuidado em < 1 ano)
  • Bifidobacterium animalis subsp. lactis (BB-12) — bem-estar geral, atopia
  • Lactobacillus reuteri DSM 17938 — cólica do lactente (Indrio et al.)
  • Combinações multi-cepa (≥ 5 cepas) — formulação magistral comum

Dose por idade (orientativa):

  • 0-6 meses: 1-3 bilhões UFC/dia (cepas validadas em RN)
  • 6-24 meses: 3-5 bilhões UFC/dia
  • 2-12 anos: 5-10 bilhões UFC/dia
  • Adolescentes: 10-20 bilhões UFC/dia

Veículos pediátricos:

  • Sachê com diluente apto a reconstituição em água/leite materno
  • Cápsula gelatinosa mole pequena (a partir de ~3 anos)
  • Solução oral (vida útil mais curta, cuidado com osmolalidade)

Estabilidade — crítico em probióticos:

  • Cepas vivas requerem cadeia fria em manipulação
  • Lentidão na liofilização afeta viabilidade
  • Validade típica 6-12 meses sob refrigeração; em temperatura ambiente, varia por cepa
  • COA do fornecedor com contagem UFC e data de fabricação obrigatório
  • Embalagem com proteção da umidade (saches de alumínio metalizado preferencial)

Considerações pediátricas:

  • Co-administração com antibiótico: separar 2-3h
  • Em prematuros < 1500 g, avaliação caso-a-caso (relatos raros de bacteremia)
  • Uso prolongado (> 8 semanas) sem indicação clínica não tem embasamento

Controle de qualidade:

  • Contagem UFC por placa em meio seletivo
  • Identificação por MALDI-TOF ou PCR
  • Verificação de pureza (ausência de cepas patogênicas)

Formas farmacêuticas comuns

  • Sachês com pó liofilizado (1-10 bilhões UFC/dose)
  • Cápsulas mucoadesivas pequenas
  • Solução oral em veículo apropriado

Fontes peer-reviewed