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Esportivo

Creatina monohidratada

Suplemento ergogênico mais estudado da literatura. Manipulação permite dose individualizada e associações (sem mascarar dosagem como em produtos prontos).

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Conteúdo educacional

A indicação clínica, dose e forma de uso devem ser definidas pelo(a) seu/sua médico(a). Esta página descreve o ativo em geral — não é prescrição.

Para o paciente

A creatina monohidratada é o suplemento mais estudado em ciência do esporte — décadas de pesquisa, milhares de publicações, evidência sólida para ganho de força, massa muscular e performance em atividades de alta intensidade e curta duração. Mais recentemente, ganhou evidência também para saúde cognitiva (memória, função executiva em populações específicas).

Não é hormônio, não é "anabolizante". É uma molécula que o corpo já produz naturalmente (a partir de aminoácidos) e armazena no músculo — suplementar aumenta esse estoque e melhora a regeneração de energia (ATP) durante exercício intenso.

Manipulação magistral permite dose precisa (3-5 g/dia é o padrão) sem misturas comerciais com cafeína ou outros ingredientes que você talvez não queira.

A decisão de uso é sua + orientação profissional (educador físico, médico ou nutricionista).

Para o prescritor

Mecanismo: aumento de fosfocreatina muscular → tampão energético na ressíntese de ATP em atividades anaeróbias alácticas e intermitentes. Efeito secundário em hidratação celular intramuscular.

Doses magistrais usuais:

  • Sem fase de saturação: 3-5 g/dia indefinidamente (estoques saturam em 3-4 semanas)
  • Com fase de saturação: 20 g/dia × 5-7 dias, depois 3-5 g/dia (saturação rápida; útil em janela competitiva)
  • Doses cognitivas: 5-10 g/dia (estudos em populações geriátricas, vegetarianos, sob estresse cognitivo)

Veículos:

  • Pó solúvel em sachê monodose — mais comum
  • Cápsulas 500 mg (6-10 cápsulas/dose) — para quem prefere
  • Pote granel com colher 5 g

Considerações farmacotécnicas:

  • Forma: monohidratada é o padrão-ouro (toda evidência baseia-se nela). Outras formas (HCl, etilester, malato) sem evidência superior em meta-análises.
  • Solubilidade: ~14 g/L em água fria; melhora em água morna ou suco. Pó pode parecer "não dissolver" mas hidrata progressivamente no estômago.
  • Cafeína: discussão histórica de antagonismo. Evidência atual indica que cafeína em doses normais (~3-6 mg/kg) não interfere significativamente.

Considerações clínicas:

  • Função renal: em rins saudáveis, creatina não causa dano. Em insuficiência renal pré-existente, contraindicada (não pelo "dano renal", mas pelo aumento de creatinina sérica que confunde monitoramento).
  • Hidratação: aumento sutil de retenção hídrica intracelular muscular — peso corporal pode subir 0,5-1,5 kg nas primeiras semanas. Não é "edema", é hidratação muscular.

Controle de qualidade:

  • Padronização ≥ 99,5% creatina monohidratada (selo Creapure preferencial).
  • HPLC para identificação e dosagem.
  • Ausência de impurezas (ditiocarbamatos, dicianodiamina).
  • Origem de matéria-prima — alemã/asiática certificada.

Formas farmacêuticas comuns

  • Sachê monodose (3-5 g)
  • Cápsulas (500 mg)
  • Pote granel com colher dosadora

Fontes peer-reviewed