Para o tutor
O carprofeno é um anti-inflamatório (AINE) veterinário usado principalmente em cães com:
- Osteoartrite (dor crônica de articulação — comum em cães idosos ou de raças grandes)
- Pós-operatório (analgesia + anti-inflamação após cirurgias ortopédicas, esterilização)
- Dor aguda musculoesquelética
Por que manipulação:
- Dose individualizada por peso — cão de 5 kg vs cão de 40 kg precisam quantidades muito diferentes
- Palatabilização (sabor frango ou peixe) — adesão ao tratamento crônico melhora muito
Importante:
- Sob prescrição veterinária (CRMV) sempre.
- Não dar ao gato — gatos têm risco maior de toxicidade renal com AINE.
- Não dar a humano — formulação veterinária não é igual a humana, e dose pode ser perigosa.
- Reportar imediatamente ao(a) veterinário(a) qualquer sinal de vômito, diarreia, letargia, falta de apetite ou icterícia (amarelão dos olhos).
A decisão de uso, dose e duração é exclusiva do(a) seu/sua veterinário(a).
Para o(a) veterinário(a)
Mecanismo: AINE com seletividade COX-2 preferencial (não absoluta) — inibição da síntese de prostaglandinas inflamatórias, mantendo razoavelmente as prostaglandinas gástricas e renais fisiológicas. Perfil de segurança superior a AINEs não-seletivos clássicos (aspirina, ibuprofeno — este último contraindicado em cães).
Doses orientativas (literatura veterinária):
- Cães (osteoartrite, manutenção): 2-4 mg/kg/dia, VO, 1× ou dividido 2×
- Cães (pós-cirúrgico): 4 mg/kg, dose única SC ou VO; depois 2 mg/kg 12/12h por 7 dias
- Gatos: NÃO usar para tratamento crônico (excreção mais lenta, risco hepatorrenal significativo); doses únicas perioperatórias podem ser usadas com extrema cautela em protocolos específicos
Veículos pet (manipulação):
- Comprimido mastigável sabor frango ou peixe — formulação de adesão padrão
- Cápsula gelatinosa pequena — para cães treinados a aceitar cápsulas
- Suspensão oral palatabilizada — em cães que rejeitam sólido; ajuste fino de dose
Estabilidade:
- Carprofeno em formulação sólida: 12 meses
- Suspensão: 30-60 dias sob refrigeração
- Sensível à luz — embalagem opaca
Considerações importantes:
- Avaliação renal e hepática prévia mandatória em uso crônico (>30 dias) — hemograma + bioquímica + urina
- Reavaliação a cada 3-6 meses durante uso prolongado
- Não combinar com:
- Outro AINE (mesma classe)
- Corticoide (risco aumentado de úlcera GI)
- Furosemida em doses altas (risco renal)
- Combinar com (em alguns protocolos):
- Gabapentina (dor neuropática)
- Tramadol (com cautela)
- Suplementação articular (glucosamina, condroitina, ômega-3)
Eventos adversos comuns (5-10% dos cães em uso crônico):
- Vômito, diarreia, anorexia (mais comum)
- Hepatopatia idiossincrática (raro mas grave — Labrador Retriever tem predisposição)
- Insuficiência renal aguda (raro; risco aumentado em cães desidratados ou idosos)
Atenção regulatória:
- Tarja vermelha veterinária. Receita CRMV obrigatória.
- Não controlado pela Portaria 344
- Identificação SNGPC não aplicável (não é entorpecente nem psicotrópico)
Controle de qualidade:
- HPLC fase reversa, 220 nm
- Identificação NIR
- Pureza ≥99% conforme USP
gatedTier: 1 — uso veterinário sob prescrição CRMV.